HISTÓRIA



historia

Em abril de 2016, o IX Congresso Nacional da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União), realizado em Santa Catarina, foi palco de um histórico movimento sindical. Sob a denominação de “Liberta Fenajufe”, um grupo de servidores do Judiciário Federal e Ministério Público da União, na condição de delegados sindicais representantes dos sindicatos de todo o País, disputou as eleições para os cargos de dirigentes da Federação.

O “Liberta Fenajufe” buscou unir os Técnicos Judiciários na luta pela valorização do cargo e também no combate à influência nefasta que partidos políticos exercem sobre os sindicatos e a Federação.

Assim, inscrito na disputa eleitoral, o coletivo “Liberta Fenajufe” conseguiu se posicionar em segundo lugar entre as seis forças que disputaram os cargos de direção da Federação, feito que nenhuma força “apartidária” jamais tinha alcançado. Foram 120 votos conquistados. A chapa que obteve o primeiro lugar conquistou 121 votos.

Cinco dirigentes eleitos pelo “Liberta Fenajufe” iniciaram um mandato de três anos, a partir de maio de 2016. Os embates contra os demais dirigentes, representantes das forças controladas pelos partidos políticos, foram intensos e causaram, num primeiro momento, a completa paralisação da Federação por três meses.

No decorrer do tempo, os dirigentes do “Liberta Fenajufe” conseguiram equilibrar as forças em favor da categoria, a partir de diversas ações de transparência, chegando ao ponto de criar um blog particular – www.libertaja.net.br – para publicar integralmente todas as atas das decisões da diretoria executiva da Federação, levando ao conhecimento dos servidores as verdadeiras intenções de todos os dirigentes. As referidas atas jamais tinham sido publicadas durante quase trinta anos de existência da Federação, sendo que essa ação rendeu aos integrantes do “Liberta Fenajufe” diversas ameaças de processos judiciais, revelando o medo que o establishment sindical tem da transparência.

O modelo sindical então – responsável por levar toda a estrutura sindical ao total descrédito diante dos servidores e dos órgãos do Judiciário Federal e Ministério Público – ainda continuou com as suas ações de fragmentação e enfraquecimento da categoria, o que impulsionou o surgimento de associações e sindicatos voltados para cargos específicos, dividindo Técnicos, Analistas, Oficiais de Justiça e Agentes de Segurança. Além dessas ações deletérias, esse modelo mostrou-se incapaz de apresentar um plano eficiente para enfrentar os ataques maciços empreendidos por vários setores da sociedade com a finalidade de destruir a reputação e a carreira dos servidores públicos.

Em meados de 2017, parte do grupo de Minas Gerais pertencente ao movimento “Liberta Fenajufe”, percebendo que o movimento nacional perdia forças por falta de organização e pela perda dos ideais libertários a que se filiaram, decidiu criar uma instituição com a finalidade de manter viva a chama do movimento e concentrar toda a insatisfação dos servidores públicos em relação ao velho e ultrapassado modelo sindical dominado por interesses de partidos políticos.

Em breve síntese, a idéia foi institucionalizar o movimento “Liberta Fenajufe”, com o objetivo de criar uma associação parassindical para fiscalizar, incentivar e buscar parcerias com os sindicatos dos servidores, promovendo a transparência, protegendo a imagem dos servidores públicos perante a sociedade e combatendo a influência dos partidos políticos nas decisões da categoria. A soberania e independência sindical tornaram-se a bandeira maior do movimento e, assim, em 7 de setembro de 2017, nasceu o MCS LIBERTA BRASIL (MOVIMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO SINDICAL LIBERTA BRASIL).


“Este é o instante, este é o momento”